UCLA: Entrevista com o ator brasileiro, diretor e roteirista Selton Mello

photo-pv-b43Na quarta-feira, 28 de novembro, 2012, o Instituto Latino-americano exibiu o filme O Palhaço, como parte da série Cinema Brasileiro. Selton Mello, que co-escreveu, dirigiu e também atuou no filme, estava presente para a triagem no Teatro da UCLA James Bridges. Diego Jesus, pesquisador da UCLA Departamento de Espanhol e Português, entrevistou o Sr. Mello após a exibição do filme.

Como  é seu interesse no mundo do circo e o que te levou você a co-escrever e dirigir ‘O Palhaço’?

Foi o contrário. Eu comecei com um desejo de falar sobre a necessidade de pensar sobre a nossa identidade, sobre o nosso talento, e sobre os dilemas que enfrentamos na vida. Eu pensei em como seria falar sobre estas questões a partir de um ponto de vista de palhaço. Então em um de pesquisa, de leitura de literatura e conversando com os artistas de circo. Foi tudo tratado com extremo cuidado, a fim de retratar o circo da forma mais respeitosa. Eu queria que os artistas de circo para se sentir bem representados, livres de clichês.

Você teve a oportunidade de trabalhar com  Paulo José, um dos atores mais importantes do cinema brasileiro. Como foi isso?

No começo foi muito assustador, mas ele me fez sentir muito confortável ao lado dele. Ele é um dos maiores atores do Brasil e um dos meus melhores parceiros no filme. Ele cedeu muito humildemente o seu conhecimento. Ele é um grande ator, de fato.

“O Palhaço” tem sido um sucesso comercial no Brasil, mas você também descreveu-o como um filme de arte esteticamente refinado. Essas duas coisas não costumam estar de mãos dadas no Brasil.

Eu sempre sonhei em fazer um filme que tivesse tanto o lado comercial e esteticamente refinado. Eu estou acostumado a assistir grandes blockbusters que a não provocam uma reflexão sobre a vida. E depois, há alguns filmes que realmente elaborado, cinematograficamente falando, mas não são muito atraentes para o público em geral. Eu queria fazer um filme que mostrasse uma reflexão e abrir um espaço para a imaginação, mas ao mesmo tempo que não fosse difícil de entender também.

‘O Palhaço’ foi apresentado como o Filme do Brasil a concorrer ao Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro e foi exibido em grandes cidades fora do Brasil. Qual é a sua expectativa para o filme e como ele chega a essa exposição internacional ?

É uma grande honra representar o meu país. Ser capaz de mostrar o meu trabalho em uma universidade de prestígio como UCLA, com tantas pessoas interessantes e inteligentes na platéia é uma grande experiência. Tudo o que eu estou experimentando agora já está fabuloso, mesmo que o nosso filme não for selecionado como um dos entre os cinco primeiros para a corrida do Oscar.

Como você espera que o Brasil seja retratada com ‘O Palhaço’ ?

O palhaço tem um enredo muito delicado que alimenta sua alma. Eu acho que o cinema brasileiro não é só o que temos visto nas telas recentemente. Acho que é muito importante para mostrar um conto de fadas sobre a identidade-um assunto tão universal e comovente.

Então, o seu filme foge de aspectos estereotipados da cultura brasileira?

De certa forma, sim. Este filme é sobre “o outro lado”. Temos muitas faces e O palhaço é um de muitos. A sensação de que o filme vai mostrar um outro lado do Brasil e representar a nossa força é gratificante.

FONTE: UCLA

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