Os Aspones – Série Completa

Os Aspones revela o cotidiano de um grupo que trabalha numa repartição pública e não tem muito o que fazer no escritório. Para Alexandre Machado, os Aspones (inspirados na expressão “assessores de porcaria nenhuma”) não são vilões, mas pessoas com ideologia, patriotismo, e avessos à corrupção. Eles acreditam que, dentro daquela confusão, é possível fazer alguma coisa: ao descobrirem pessoas que fazem algo errado, eles as convocam para dar uma bronca.
– Os funcionários Moira (Drica Moraes), Anete (Marisa Orth) e Caio (Pedro Paulo Rangel) trabalham numa repartição pública que reúne um arquivo do FMDO – Fichário Ministerial de Documentos Obrigatórios. A repartição está localizada em Brasília e foi inaugurada pelo presidente Médici em 1969, em plena ditadura. Naquela época, a instituição tinha muita importância e contava com mais de 80 pessoas batendo o ponto. O problema é que, com o passar dos anos, o governo desistiu de recolher os documentos dos cidadãos e a repartição perdeu sua função. No escritório, os funcionários não têm muito trabalho e sofrem com a chegada do novo chefe Tales (Selton Mello) e sua estagiária Leda (Andréa Beltrão). Tales quer mudar essa rotina e acabar com a boa vida dos funcionários. É quando surge a ideia de transformar o Fundo Ministerial de Documentos Obrigatórios num escritório fundamental para a conscientização da sociedade: o Falar Mal Dos Outros. Os funcionários passam a perseguir brasileiros que cometeram pequenas faltas, como jogar chiclete na rua, pessoas consideradas egoístas, presunçosas, caras-de-pau e ex-amantes dos servidores, que também são punidas pelos burocratas.
– O diretor José Alvarenga Jr. conta que a ideia do seriado era mostrar o que acontece quando um grupo de pessoas convive muito tempo no mesmo trabalho, em ambiente fechado e sujeito a hierarquias: relações, traições, amores, “puxadas de tapete” e paranoias.

EP. 1 – Primeiro Dia

Após descobrir que seu chefe está roubando dinheiro público, Tales é promovido a diretor do FMDO, órgão que representa o auge da burocracia e de sua carreira de arquivista. Aproveita a situação e negocia levar Leda, sua nova estagiária. Disposto a realizar um trabalho exemplar, descobre logo no primeiro dia que o FMDO está longe do que imaginava. Lá encontra a resistência dos únicos três funcionários que restaram na repartição, Caio, Anete e Moira, uma turma que só quer saber de moleza. Bem-vindo ao funcionalismo onde nada funciona!

EP. 2 – Segundo Dia

Hora da verdade. Tales descobre que os documentos sobre as mesas dos funcionários, são apenas páginas de livros, uma grande encenação para fingirem que estão trabalhando. Pior do que a embromação é a verdade nua e crua que ele descobrirá em seguida. No FMDO, não há de fato, nada para fazer. Agora, Tales tem pela frente sua primeira importante missão: achar algum sentido para este órgão federal e para seus salários …. Salve-se quem puder!

EP. 3 – O grande dia

Finalmente Tales encontrou uma utilidade pública para o FMDO. De “Fichário Ministerial de Documentos Obrigatórios”, a sigla passa a representar o novo ofício: “Falar Mal dos Outros”. Objetivo : acabar com a esculhambação que assola o país, procurando um a um, brasileiros que merecem ser solenemente perseguidos pelos seus atos vergonhosos, nocivos, repugnantes etc. Ferramenta: a irritante burocracia brasileira. Prepare-se. Está aberta a temporada de caça!

EP. 4 – A primeira segunda

“Grudador de meleca embaixo da mesa”, “colocador de troço para fora”, “passageiro de ônibus bolinador” , ninguém escapa desta turma de “aspones”. Eles estão procurando cafajestes em todo e qualquer lugar, prontos para esculhambá-los. Para completar, a “rádio-fofoca” entra mais uma vez no ar. E graças as trapalhadas de Moira, esta segunda-feira não está cheirando nada bem…

EP. 5 – O mau dia no escritório

Leda acordou com o pé esquerdo. Entre Tales e Anete está o maior clima de dia seguinte, depois da “pegação” no banheiro. Agora, o chefe está na maior sinuca de bico. Para completar o cenário de tensão, Caio corre com a notícia de que cabeças vão rolar nas repartições federais. Na luta para tirar o seu da reta (da rua), vale tudo, inclusive golpe baixo. Azar (ou sorte) do malandro “colocador de troço para fora”, que está chegando… num mau dia!

EP. 6 – A crise das terças

Berlinda. Caio acha que Leda está armando contra os funcionários. Anete, sabendo do caso do chefe com a estagiária, prepara sua vingança. Moira também está irritada com Leda, mas desastrada que é, acaba provando do próprio veneno ao colocar em prática seu plano para irritar a novata. Enquanto isso, Leda, alheia a todos, está tentando solucionar a crise sexual de Tales, com ele, em um motel. Se a terça não tinha função na semana, agora tem. É o dia do barraco!

EP. 7 – Paranóias de Escritório

Nada de solenidades punitivas. O FMDO está em ritmo de comemoração pois chegou o final do ano. O período ideal para enfrentar algumas paranóias de escritório como o clássico amigo oculto e os excessos nas festinhas de confraternização. De um a dez, todas as principais manias de perseguição e afins, são apresentadas neste último episódio da série, quando, finalmente, nossos “aspones” vão surpreender o país. Tudo em nome da “Desordem e Progresso”.

Autoria: Alexandre Machado e Fernanda Young
Direção: José Alvarenga Júnior
Período de exibição: 05/11 a 10/12/2004
Horário: sextas-feiras, às 23h
Nº de episódios: 6

GALERIA DE PERSONAGENS
ANETE (Marisa Orth) – Chefe do departamento até a chegada de Tales (Selton Mello). Entrou para o serviço público em busca de estabilidade financeira. Divorciada duas vezes, tenta disfarçar a solidão com um mau-humor constante. Não gosta de Tales, mas sempre que os dois se esbarram há um clima de atração.
CAIO (Pedro Paulo Rangel) – Trabalhou na Casa da Moeda e está conformado com o cargo que ocupa há anos. Hipocondríaco, vive tendo alergias respiratórias e crises de depressão.
LEDA (Andréa Beltrão) – Estagiária da repartição. É uma pessoa discreta que acredita na função de “consertar” as pessoas. Tem um envolvimento com Tales (Selton Mello), seu novo chefe.
MOIRA (Drica Moraes) – Sofre com sua baixa auto-estima e vive tentando agradar os outros. Dona de um temperamento desligado, tem ideias românticas e delirantes.
TALES (Selton Mello) – O novo chefe da repartição. Forma um triângulo amoroso com Anete (Marisa Orth) e Leda (Andréa Beltrão). É completamente metódico e tem um relacionamento complicado com os colegas de trabalho.

CURIOSIDADES
– Em Os Aspones, o personagem Tales tinha seus pensamentos filosóficos embalados pelas músicas de Oswaldo Montenegro. O músico gostou tanto da ideia que chegou a procurar os autores do programa e enviou um DVD com o seu trabalho para que eles se inspirassem. Alexandre Machado conta que a escolha das canções de Oswaldo Montenegro se deu porque ele era de Brasília. Na série, a ideia era utilizar a música para representar a piada, a intensidade e os “climões”.

– Tales trouxe uma inovação na comunicação dentro do FMDO: os memorandos cifrados. Segundo o chefão, a chave desses relatórios são as abreviações. O problema é que a mente maldosa dos funcionários tornava quase impossível decifrar os códigos. Entre eles estavam: PAL. SÓB. SEXUAL. LOCA. FIC. AGORA (Palestra Sobre Sexualidade. Local: Fichário. Agora); CA. AGO. GERAL. TODOS FU. (Cantinho do Café Agora. Reunião Geral. Todos os Funcionários) e TODOS S. M. COMO SE. XI. SHOP (Todos: Seminário Motivacional “Como se Xingar”. Workshop).
– A série recebeu várias críticas dos servidores públicos antes mesmo de começar a ser exibida. Quando um servidor do FMDO pergunta para o colega: “Você comeria em uma lanchonete onde os funcionários são efetivos?”, a questão batia forte na auto-estima dos trabalhadores que têm por lei estabilidade no emprego, ao mesmo tempo em que poderia ser engraçado para quem não tem esse direito.
– Luana Piovani estava no elenco previsto para Os Aspones, mas na época da escalação, a atriz entrou no Casseta & Planetae acabou não participando do programa.
– O programa inicialmente foi batizado de “Esculhambação”, mas TV Globo decidiu mudar o nome da atração.
– Entre as participações especiais, Daniel Dantas apareceu na pele de um seguidor de ambulância e Betty Lago interpretou uma mulher que espalhou que Caio (Pedro Paulo Rangel) não era muito “bem dotado”.

FONTE: MemóriaGlobo

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